Segurança Privada: Exército de Precários (Extra)

Rui Brito da Silva: “Éramos muito verdinhos quando negociámos o Contrato Coletivo de Trabalho com a AESIRF”

Esta entrevista foi disponibilizada à Comunidade Fumaça em conjunto com o quinto episódio de “Exército de Precários”, um áudiodocumentário, em oito partes, sobre a segurança privada em Portugal.

Num banco de jardim, a poucos metros do Rio Pavia, no coração de Viseu, o presidente e fundador da Associação Sindical da Segurança Privada (ASSP), Rui Brito da Silva, falou ao Fumaça, em maio de 2020. Ao longo de duas horas de entrevista admitiu falhas sucessivas nas atividade do sindicato que dirige. Admitiu “inocência”, “ignorância” e falta de experiência.

Justificou, assim, a decisão de assinar, em 2019, um contrato coletivo de trabalho com a Associação Nacional de Empresas de Segurança (AESIRF) – a organização patronal – que permitiu a várias empresas de segurança privada recusar aplicar a transmissão de estabelecimento ao ganharem um contrato de vigilância. “Hoje, não assinaria”, disse.

Candidato não eleito pelo Bloco de Esquerda à junta de freguesia de Viseu, nas eleições autárquicas de 2017, em segundo lugar da lista, Rui Brito da Silva é segurança do Grupo 8, desde 2007. Trabalha numa quinta vitivinícola em Mangualde. A oposição interna na ASSP, acusa-o de dirigir o sindicato a mando do patrão, José Morgado Ribeiro, dono do Grupo 8 e líder de facto da AESIRF. “É mentira, totalmente mentira”, afirma.

Com o apoio:

A série “Exército de Precários” foi realizada com o apoio de bolsas de investigação jornalística atribuídas pela Fundação Calouste Gulbenkian (2018) e Fundação Rosa Luxemburgo (2020). Os contratos podem ser consultados em www.fumaca.pt/sobre.

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