Autonomia

Paulo Miguel Rodrigues: “Começa a ser tempo de o Estatuto Político-Administrativo da Madeira ser revisto”

Autonomia é sonho com 200 anos, um processo de revoltas populares, levantamentos militares, de atentados à bomba, de resignação e luta contra o esquecimento, é a história destas gentes e deste território que nunca foi bem metrópole, nem colónia, mas que até ser região autónoma com bandeira e hino esteve para ser um protetorado britânico.

Atravessou crises económicas, assistiu a levas de emigração para Demerara, na Guiana, o Brasil, Havai (Estados Unidos da América) e Curaçau, mais tarde para a Venezuela e África do Sul. Enfrentou bombardeamentos alemães, perdeu o dinheiro na falência das casas bancárias, revoltou-se contra Salazar e pagou caro a ousadia. E, até a autonomia ser letra de lei na constituição de 1976, a Frente de Libertação da Madeira rebentou bombas e incendiou carros.

Depois chegou Alberto João Jardim – presidente do Governo Regional, entre 1978 e 2015 – o dinheiro da Europa, estradas e luz eléctrica, o desenvolvimento e as polémicas contra Lisboa, cujos episódios mais recentes são o financiamento do novo hospital e os preços das passagens aéreas. E foi para falar de tudo isto que ouvimos Paulo Miguel Rodrigues, professor da Universidade da Madeira, especialista em História Contemporânea.

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