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Segurança Privada: Exército de Precários (Extra)

Paulo Guimarães: “Num organismo do Estado, que é de todos, o vigilante está a dar a cara sozinho”

18 Março 2021
15:48

Esta entrevista foi disponibilizada à Comunidade Fumaça em conjunto com o segundo episódio de “Exército de Precários”, um audiodocumentário, em oito partes, sobre a segurança privada em Portugal.

Quem conversa com Paulo Guimarães tem de ter tempo. Há quase três décadas na segurança privada, natural de Rio Tinto, tornou-se, no final de 2019, num dos líderes orgânicos da luta pela aplicação da transmissão de estabelecimento à sucessão de contratos de prestação de serviço na vigilância. A lei já mudou, mas Paulo Guimarães quer mais.

Em cerca de oito horas de entrevistas ao Fumaça, entre fevereiro e maio de 2020, deixa uma longa lista de reivindicações. Pago “para guardar o que não é seu”, exige mais formação e regulação, critica patrões e sindicalistas e apela à união da classe: “Em termos laborais, a segurança privada parece um mundo a parte. Enquanto não houver pessoas com força e sem medo de enfrentar, não temos hipótese”.

Primeiro com o Grupo 8, depois sob a alçada da Strong Charon e, agora, empregado pela PSG, Paulo Guimarães é um dos vários seguranças privados na Estação Ferroviária de Campanhã, no Porto. Não é funcionário público, mas há 14 anos que guarda um edifício do Estado, gerido pelas Infraestruturas de Portugal. Aí, diz ter percebido que, mesmo num contrato público, o vigilante está condenado a ser precário: “Eles querem ter na mão o trabalhador”.

Com o apoio:

A série “Exército de Precários” foi realizada com o apoio de bolsas de investigação jornalística atribuídas pela Fundação Calouste Gulbenkian (2018) e Fundação Rosa Luxemburgo (2020). Os contratos podem ser consultados em www.fumaca.pt/sobre.

Preparação
  1. Nuno Viegas
  2. Ricardo Esteves Ribeiro
Texto
  1. Nuno Viegas
Edição
  1. Pedro Miguel Santos
Edição de som
  1. Bernardo Afonso
Entrevista
  1. Nuno Viegas
  2. Ricardo Esteves Ribeiro
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