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Segurança Privada: Exército de Precários (Extra)

José Morgado Ribeiro: “Em 48 anos, nem Cristo não teria um processo em tribunal”

18 Março 2021
15:48

Esta entrevista foi disponibilizada à Comunidade Fumaça em conjunto com o quarto episódio de “Exército de Precários”, um audiodocumentário, em oito partes, sobre a segurança privada em Portugal.

Poucas pessoas terão influenciado tanto o funcionamento da vigilância portuguesa quanto José Morgado Ribeiro, dono e criador do Grupo 8, fundador de ambas as associações patronais da vigilância – a Associação de Empresas de Segurança (AES), que abandonou, e a Associação Nacional das Empresas de Segurança (AESIRF) – é o autodenominado “indivíduo há mais tempo a trabalhar na segurança privada”.

“Conheço todos os ministros da Administração Interna, desde o 25 de Abril”, gabou-se. Em maio de 2020, na sua mansão, em Cascais, defendeu o seu percurso de décadas no setor como um esforço empresarial honesto. Lembra os seus feitos na defesa de trabalhadores e pequenos empresários dos intentos monopolistas que imputa à AES e das más práticas de contratação pública do Estado português.

Regressado da quasi-reforma para assumir a liderança da AESIRF, foi também, em 2019 e 2020, o principal opositor à aplicabilidade da transmissão de estabelecimento na segurança privada. O esforço deixou-o enredado em teorias conspiratórias, que o associam à origem da Associação Sindical da Segurança Privada, dirigida por um funcionário do seu Grupo 8: Rui Brito da Silva.

Com o apoio:

A série “Exército de Precários” foi realizada com o apoio de bolsas de investigação jornalística atribuídas pela Fundação Calouste Gulbenkian (2018) e Fundação Rosa Luxemburgo (2020). Os contratos podem ser consultados em www.fumaca.pt/sobre.

Edição
  1. Pedro Miguel Santos
Entrevista
  1. Nuno Viegas
  2. Ricardo Esteves Ribeiro
  3. Pedro Miguel Santos
Texto
  1. Nuno Viegas
Edição de som
  1. Bernardo Afonso
Preparação
  1. Nuno Viegas
  2. Ricardo Esteves Ribeiro
  3. Pedro Miguel Santos
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