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Sílvia Ouakinin: “Há um contínuo entre o normal e o patológico”

22 Novembro 2017
17:16

Todos vamos aos vários médicos do corpo, mas muitos poucos de nós fazem “check-ups” à mente. Há um estigma em falar de saúde mental, porque ter debilidades a nível psicológico é visto muitas vezes como um sinal de fraqueza do indivíduo. No entanto, é comum termos desordens na nossa mente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2013 mais de uma em quatro pessoas na Europa sofreram de algum tipo de desordem mental. O mercado de trabalho é apontado por muitos especialistas como um factor stressante, e que leva muitas vezes a um estado de “burnout”.

Eventos mundiais como a crise de 2008 tiveram impacto, de várias formas diferentes, na saúde mental dos Portugueses, que dificilmente encontram resposta no para os seus problemas no Serviço Nacional de Saúde, e na aplicação prática do Programa Nacional para a Saúde Mental, descrito como um programa prioritário em teoria, mas com cada vez menos meios para ser aplicado.

Mas, será que isto é tudo assim? Estigmatizamos de facto a Saúde Mental? Quando alguém sofre de alguma debilidade mental, a culpa é mesmo sua? O que é estar em “burnout”? A crise pôs-nos doentes da cabeça? Andamos todos malucos de há uns tempos para cá?

Para nos ajudar a perceber os vários pontos deste tema tão pouco abordado, falámos com Sílvia Ouakinin e Patrícia Câmara, ambas dirigentes da Associação Portuguesa de Psicossomática.

Sílvia é médica psiquiatra nos hospitais de Santa Maria e na CUF Infante Santo, doutorada em Psiquiatria e Saúde Mental. Patrícia é psicóloga clínica, psicanalista e autora do livro “Depressão na Infância e Relações Objectais”.

Psicossomática? Psiquiatria? Psicanálise? Psicologia? Tantos palavrões. Isto não é tudo a mesma coisa? As respostas estão na entrevista.

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Fotografia: Alan Tang/Unsplash

NOTA: As nossas desculpas pelos problemas técnicos de som, durante grande parte da entrevista, no microfone da Sílvia Ouakinin.

Preparação
  1. Tomás Pereira
  2. Pedro Miguel Santos
Som
  1. Bernardo Afonso
entrevista
  1. Tomás Pereira
  2. Pedro Miguel Santos
texto
  1. Tomás Pereira

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