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Legislativas 2019

Miguel Jerónimo: “As áreas protegidas existem, sobretudo, no papel”

17 Setembro 2019
10:36

Numa pesquisa no site do Diário da República, procurando pelas palavras “abate de sobreiros”, no período desta legislatura, é possível perceber que os ministérios da Agricultura e do Ambiente, em conjunto, ou isoladamente, autorizaram o abate de, pelo menos, 13.179 azinheiras e 4.321 sobreiros – mais de 70% árvores adultas. Há um dado claro: oito dos 13 abates foram autorizados para a construção ou ampliação de barragens; outros três para ampliação de unidades fabris ou parques industriais. Tanto as azinheiras como os sobreiros são espécies protegidas. Que utilidade tem, afinal, este estatuto?

E as áreas protegidas? Impediram um “certo terrorismo ambiental”. Sem elas, provavelmente, hoje já não existiria uma Ria Formosa tal como  conhecemos e a Costa Alentejana seria “um novo Algarve”, diz o arquiteto paisagista Miguel Jerónimo, membro da direção da associação ambientalista GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, onde é coordenador do projeto de gestão e proteção ambiental TerraSeixe, na serra de Monchique, ao longo da Bacia Hidrográfica da Ribeira de Seixe.

No entanto, a sua ação é limitada, acredita. “Os únicos recursos que as áreas protegidas têm é, eventualmente, passar multas; tornam mais difícil, para um investidor, usar certas práticas insustentáveis. Mas elas continuam a acontecer.” Nesta entrevista, falámos sobre a reforma da floresta da atual legislatura, conservação da natureza e gestão de áreas protegidas.

Até ao dia 6 de outubro, vamos estar focados no escrutínio de alguns dos assuntos que consideramos mais importantes à medida que se aproxima a votação que definirá a composição da próxima Assembleia da República e do próximo Governo. Vê toda a nossa cobertura das Eleições Legislativas 2019 aqui.

Edição
  1. Pedro Miguel Santos
Entrevista
  1. Margarida David Cardoso
Fotografia
  1. Joana Batista
Preparação
  1. Margarida David Cardoso
  2. Pedro Miguel Santos
Som
  1. Bernardo Afonso
Texto
  1. Margarida David Cardoso
Vídeo
  1. Joana Batista
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