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Angola

Luaty Beirão: “Prescindi da intervenção do Estado português, porque em Angola devo ser tratado como angolano”

20 Julho 2016
07:27

Conversámos com o Luaty Beirão, ativista luso-angolano pela democracia em Angola e co-fundador da Central 7311. É rapper com o nome de Ikonoklasta e é também tradutor.

Silêncio. Foi isto que se instalou por entre a comunicação social portuguesa e internacional desde que Luaty Beirão e os restantes ativistas foram libertados das prisões angolanas. Apesar da onda de solidariedade levada pelo mote #LiberdadeJá, foram poucas as vezes que, tirando algumas exceções, se abordou este caso com a profundidade que ele necessita, sem que fosse para comunicar a sua greve de fome. O Luaty é luso-angolano, e foi preso por estar a ler um livro. Um livro subversivo, afirmou António Luvualo de Carvalho, embaixador angolano. “Da Ditadura à Democracia”, do Gene Sharp, é um símbolo da não violência e do pacifismo para destronar ditaduras. Como diria José Eduardo Agualusa, é um livro subversivo em regimes autoritários.

A primeira vez que pensámos em abordar este caso no É Apenas Fumaça estavam ainda os 15+2 presos em celas angolas, alguns deles a lutar pela vida e todos a lutar por um país. Mas foi exatamente quando foram libertados, a 29 de junho, que se tornou evidente que teríamos de abordar o caso e continuar a questioná-lo. Não vamos deixar que o silêncio se instale.

Abordámos o que se passa em Angola hoje; o futuro do movimento; a inspiração que a Primavera Árabe lhe trouxe; a (não) intervenção do governo português; e também a cobertura da comunicação social.

Esta conversa foi gravado por Skype, e com alguns problemas de som. Daí, disponibilizamos também uma transcrição do audio, para que possam ler a entrevista.

Foto: Mónica Almeida

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