Investigação: "Exército de Precários"

Carta da Strong Charon para o Fumaça

Esta transcrição serve de fundamentação ao comunicado “Strong Charon ameaça Fumaça e exige retirada de ‘Exército de Precários'”

Exmos. Senhores
Nuno Viegas
Ricardo Esteves Ribeiro
Pedro Miguel Santos
Calçada do Tijolo, 23
1200-464 Lisboa

Registado C/AR

Lisboa, 3 de março de 2021

Exmos. Senhores,

Escrevo-vos em representação da minha constituinte STRONG CHARON, Soluções de Segurança S.A. (doravante STRONG CHARON), que foi surpreendida com o teor dos vossos “Podcasts” sob as denominações “Exército de Precários – Monarquia (6/8) | Fumaça”, de 18 de fevereiro, e “Exército de Precários – Vampiros (7/8) | Fumaça”, de 25 de fevereiro de 2021, ambos publicitados e disponibilizados por escrito através dos links

https://fumaca.pt/seguranca-privada-exercito-precarios-monarquia/https://fumaca.pt/seguranca-privada-exercito-precarios-vampiros/

Em ambos os textos se destacam imputações falsas e altamente ofensivas do bom nome e honra da STRONG CHARON.

Entre outras acusações falsas e infundadas, Vªs. Exªs imputam à STRONG CHARON:

No texto de 18 de fevereiro:

“(…) que o STAD está a receber dinheiro das empresas da AES, incluindo a Strong Charon. E ele diz, basicamente, que a Strong Charon e outras, não só dão uma avença mensal ao STAD para que o STAD bloqueie casos judiciais contras as empresas (…) para influenciar o funcionamento do sindicato, garantindo Contratos Coletivos de Trabalho mais favoráveis e o acesso a informações dos processos judiciais movidos por sócios. (…)

(…) que a Strong Charon, o seu patrão, integra, subornam o STAD e compraram as, ou financiaram a compra das, novas sedes do sindicato, em Lisboa e no Porto. (…)

(…) Quem comprou o mobiliário da nova sede do STAD foi a Strong Charon

(…)”

No texto de 25 de fevereiro, práticas de “fuga ao fisco”, “pagamentos debaixo da mesa”, (…) detenção de “postos de castigo, como locais para onde empurram os funcionários mais reivindicativos, onde o trabalho é considerado mais difícil” e, ainda a falsificação de relatórios médicos da medicina do trabalho.

Cumpre-me advertir o seguinte:

Previamente às referidas divulgação e publicação, deveriam Vs Ex s ter tido o cuidado de averiguar da veracidade das imputações que fazem (e que, confessamente não averiguaram) e ponderado o alcance dos danos que causam, designadamente a nível pessoal, social e económico.

Quer o teor da publicação, quer o “veículo” escolhido para a divulgação – um link público, acessível através qualquer motor de busca, mas muito visitado, quer por profissionais de vigilância privada quer por entidades públicas que supervisionam a atividade de segurança privada (ACT e PSP) – são suscetíveis de provocar danos irreparáveis à STRONG CHARON, sociedade que assegura milhares de postos de trabalho (cerca de 5.000 trabalhadores) e que logrou singrar no mercado nacional onde beneficia de um estatuto de credibilidade e respeitabilidade que foi atingido à custa de muitos anos de trabalho e investimentos.

Por outro lado, a divulgação e publicação, a que procederem é punível criminalmente.

Assim, e sem prejuízo da responsabilização pelos danos materiais decorrentes desta vossa atenção, ficam advertidos de que deverão retirar de imediato as publicações referidas e, bem assim, abster-se de proceder a quaisquer outras publicações ofensivas do bom nome e reputação da STRONG CHARON, sob pena de distribuição imediata dos competentes procedimentos criminais.

Sem outro assunto,

Com os melhores cumprimentos,
Maria José Oliveira e Carmo

[A digitalização da versão física da carta, transcrita acima, pode ser consultada aqui]

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