PORTAS GIRATÓRIAS

Susana Peralta: “António Mexia usou a política como plataforma para ter sucesso no mundo das empresas”

Na última década, vários dos chamados “gestores de topo” da economia portuguesa têm sido, um a um, afastados das suas funções por alegada má gestão e corrupção, entre outras razões – umas mais legais do que outras. De Zeinal Bava, ex-líder da Portugal Telecom e da Oi, eleito por três vezes “Melhor CEO da Europa” no setor das telecomunicações, distinguido pela Institutional Investor Magazine (em 2010, 2011 e 2013); Ricardo Salgado, ex-presidente do Banco Espírito Santo; João Pereira Coutinho, fundador da falida SIVA; Armando Vara, ex-vice-presidente do BCP a Isabel dos Santos, dona de um império empresarial em Portugal e Angola.

O ano de 2020 não foi diferente. No início de julho, António Mexia, presidente da EDP há 14 anos, e João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis desde a mesma altura, foram suspensos das suas funções da empresa, na sequência da investigação de que são alvo por acusações de corrupção. Como se explica que tantos líderes das maiores empresas portuguesas caiam do pedestal?

Conversámos com Susana Peralta, professora de Economia na Nova SBE, sobre o poder económico, as suas falhas de gestão e as portas giratórias: de António Mexia na EDP, Miguel Frasquilho na administração da TAP às ligações do Grupo Espírito Santo e do Banco de Portugal à política portuguesa.

Nota (19 de fevereiro de 2021): Onde se lia “João Pereira Coutinho, herdeiro da falida SIVA”, lê-se agora “João Pereira Coutinho, fundador da falida SIVA”.

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