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Jornalismo independente
progressista e dissidente

9 Abril, 2018

atualidade

Desalojados do Bairro 6 de Maio ocupam Ministério do Ambiente

Bairro-6-de-Maio
Fotografia: É Apenas Fumaça/Ricardo Ribeiro

Cerca de três dezenas de pessoas ocuparam hoje, 9 de Abril, o Ministério do Ambiente, exigindo uma reunião com a secretaria de Estado da habitação. Entre elas, encontravam-se várias pessoas moradoras do Bairro 6 de Maio na Amadora, que sofreu mais uma série de demolições na passada terça-feira ao abrigo do Programa Especial de Realojamento, deixando pelos menos duas pessoas sem casa.

O Programa Especial de Realojamento, iniciado em 1993, tinha como objetivo erradicar bairros de barracas da zona de Lisboa e Porto, e tem vindo a demolir casas e despejar centenas de famílias em bairros como o 6 de Maio nos últimos anos.

Esta é já a segunda ocupação do Ministério do Ambiente no espaço de uma semana, depois de, sem efeito, terem feito o mesmo no dia das últimas demolições. Hoje, três pessoas foram finalmente recebidas: Amália, moradora do Bairro 6 de Maio e duas pessoas da plataforma Stop Despejos, uma rede de coletivos que têm dado apoio às famílias na luta pelo seu direito à habitação, como o GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, o coletivo Habita e a Rede Solidariedade. Logo após a reunião, conversámos com a Rita Silva, que faz parte do Habita, e com quem já conversámos no ano passado.

No É Apenas Fumaça, estamos a acompanhar este caso de perto e iremos lançar uma reportagem na próxima semana sobre os despejos e demolições no Bairro 6 de Maio. Subscreve aqui receber o episódio.

Texto, reportagem e entrevista: Ricardo Ribeiro
Edição de som: Bernardo Afonso

Nota: onde se lia "(…) duas pessoas do Habita, uma associação que tem dado apoio às famílias na luta pelo seu direito à habitação.", lê-se agora "e duas pessoas da plataforma Stop Despejos, uma rede de coletivos que têm dado apoio às famílias na luta pelo seu direito à habitação, como o GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, o coletivo Habita e a Rede Solidariedade".

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