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Jornalismo independente
progressista e dissidente

26 Janeiro, 2017

entrevista > é apenas fumaça

Pablo Capilé sobre a Situação Política no Brasil e o Movimento #ForaTemer

Conheci o Pablo Capilé, fundador da [Mídia Ninja](http://ninja.oximity.com), um projeto de media independente e colaborativo, em Outubro do ano passado, dias antes das eleições municipais no Brasil. O Pablo foi o convidado de uma das sessões do DocLisboa, o ciclo #ForaTemer, que juntava numa espécie de documentário vários vídeos gravados por smartphones e pelas mãos de ativistas enquanto se manifestavam antes, durante, e depois do processo de impeachment. Protestavam tanto a favor de Dilma e contra “o golpe” (como lhe chama o Pablo), como contra o governo e o aumento dos preços dos transportes públicos em algumas cidades do Brasil. Na discussão que se seguiu ao documentário, falou-se do “golpe” e o impacto que ele teve no Brasil, e também do papel da Mídia Ninja na cobertura dos movimentos sociais no Brasil como um meio alternativo que deu voz a quem não aparecia nos meios de comunicação tradicionais.

Passados 3 meses, quando o assunto se já evaporou da comunicação social portuguesa, e depois de os meios tradicionais nos terem entretido com o estranho espetáculo da declaração de voto dos deputados no processo de impeachment, o É Apenas Fumaça quis aprofundar o processo e dar voz ao lado que pouco se ouviu por aqui: o lado de quem protesta nas ruas brasileiras.

A 31 de Agosto de 2016, Dilma Rousseff deixou de ser Presidente do Brasil. Mas por que razão? Por corrupção? Quem liderou o processo de impeachment? Como ele aconteceu? Conversámos com o Pablo sobre isto e também sobre os protestos e ocupações que desde o ano passado acontecem, e que ainda hoje continuam; sobre a corrupção no Brasil; sobre as medidas tomadas pelo governo de Temer até hoje; sobre quem foi escolhido para fazer parte desse governo; e sobre o estado da Imprensa no país.

Créditos da Fotografia: Mídia Ninja

P.S.: Acreditamos que o papel da comunicação social é escrutinar a democracia. Se acreditas no mesmo e queres continuar a ouvir falar de temas como racismo, educação, religião, direitos LGBT, alterações climáticas, transparência e corrupção, contribui aqui.