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Shahd Wadi: “Os palestinianos saíram das suas vilas em 1948 e levaram a chave. Ainda hoje as têm”

Em 1948, cerca de 700,000 palestinianos fugiram ou foram expulsos das suas terras. Israel, para os palestinianos um “estado colonizador”, vinha ocupando parcelas de terreno que pertenciam à Palestina histórica, exigindo para si que esta fosse a sua casa, o seu país.

A ocupação dura há quase 100 anos e ainda hoje, passados 69 desde a Nakba – o exílio de 700,000 palestinianos em 1948 – a maioria das famílias palestinianas refugiadas guardam consigo a chave das suas casas. “É o símbolo do regresso dos palestinianos.”, diz-nos a Shahd Wadi, doutorada em Estudos Feministas.

Contudo, o regresso a casa parece hoje mais difícil do que nunca, e o número de palestinianos refugiados vem acumulando histórias de vida com o passar do tempo. Em 2015, segundo a ONU, existiam 5 milhões de refugiados palestinianos.

A Shahd é palestiniana, apesar de ter nascido no Egipto e vivido toda a sua infância na Jordânia. “Cada palestiniano diz ao filho que é palestiniano.”. Caso contrário, parte do seu povo desapareceria.

Neste episódio, conversámos com ela sobre a história da Palestina e da criação do Estado de Israel e de como a família da Shahd a acompanhou. Conversámos também sobre como é hoje viver na Palestina, sobre qual deveria ser a resposta da comunidade internacional, sobre o papel da luta feminista dentro da luta palestiniana, e também sobre os presos palestinianos encarcerados em celas israelitas.

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